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artigos:traducao_no_linux:traducao_no_linux_04 [Bech Translations]

Tradução no Linux

É possível usar o Trados ou o Wordfast no Linux, fazendo uso de uma máquina virtual. Porém, convém apresentar o OmegaT, um programa CAT gratuito e de código aberto feito em Java, e que pode ser rodado nativamente no Windows, no Linux e no Mac. Minha intenção é apenas apresentar o programa e alguns de seus recursos, pois a documentação oficial já é de grande ajuda se você quiser aprender a usá-lo.

CAT-Tool: OmegaT

Assim como o Trados, o OmegaT é um programa de memória de tradução. Antes de mais nada, ele não funciona com arquivos .ttx do Trados e não gera arquivos bilíngües, o que já impede sua utilização em muitos projetos. Porém, nos casos de traduções mais flexíveis, em que o cliente manda um ou mais arquivos .doc para você traduzir sem exigir um arquivo bilíngue em troca, o OmegaT pode ser muito útil. Eu gosto muito do programa e da maneira como ele organiza os arquivos em subpastas. Também prefiro ter os arquivos de origem e destino separados, e aprecio a velocidade e a simplicidade do OmegaT, por isso uso o programa sempre que posso.

Esta é a tela principal do OmegaT:

À esquerda temos o texto a ser traduzido. O segmento atual fica marcado em verde, e você digita a tradução embaixo. No segmento em questão, a tag </f0> corresponde à tag de fechamento de itálico. No OmegaT é preciso lidar com as tags manualmente. Não há um atalho de teclado para inserir a tag atual, como no TagEditor (CTRL + seta para baixo), o que sinceramente faz bastante falta.

O comportamento padrão do OmegaT é incluir uma cópia do segmento original no espaço da tradução. Isso agiliza as coisas quando a tradução é igual ou quase igual ao segmento original, e também facilita o gerenciamento de tags,já que você pode deixar as tags e ir sobrescrevendo apenas o texto. Se preferir que o espaço fique em branco, isso pode ser alterado na tela de opções do programa.

À direita, na parte superior, está o quadro de matches. Logo abaixo o quadro do glossário. Basicamente, você vai traduzindo e dando CTRL + N para avançar para o próximo segmento.

Formatos de Arquivos

O OmegaT pode lidar com diversos tipos de arquivos, dentre os quais destaco HTML e ODT, este último o formato padrão de documentos do OpenOffice. Por que ele é importante? Porque é uma espécie de curinga. Arquivos .doc não são suportados, mas se o cliente enviar um arquivo .doc ou .rtf, por exemplo, você pode abrir o arquivo no OpenOffice, salvá-lo como .odt, realizar a tradução no OmegaT e salvar o resultado no formato original. O OpenOffice costuma lidar muito bem com essas conversões ODT > DOC/RTF, mas convém dar uma conferida antes.

É possível também criar novas regras de segmentação ou alterar as já existentes. Por exemplo, o OmegaT não quebra segmentos encerrados por ponto seguido de aspas. Desde que você entenda o que está fazendo, é fácil alterar a regra de sementação de acordo com suas necessidades.

Criando um projeto de tradução

Para iniciar uma nova tradução é preciso criar um projeto. O OmegaT pede um nome para o projeto. Será criada uma pasta com o nome escolhido e as seguintes subpastas: source, target, omegat, glossary e TM. Na pasta source você coloca os arquivos a serem traduzidos. Depois de concluída a tradução, os documentos traduzidos serão gerados na pasta target.

Essa abordagem é muito interessante para projetos com um grande número de arquivos. Todo o trabalho fica concentrado num lugar só, com os fontes na pasta source e as traduções na pasta target, e é muito mais fácil passar de um arquivo para o outro. Ao invés de abrir arquivo por arquivo no Trados ou no Wordfast, você pode ir traduzindo tudo de uma vez só. Ao chegar no último segmento do arquivo atual, pressione CTRL + N e o OmegaT pula para o próximo arquivo da lista. Veja como o OmegaT lista todos os arquivos dentro da pasta source do projeto atual:

Fora que a ferramenta de busca (CTRL + F) pode varrer todos os arquivos do projeto rapidamente, bastando clicar sobre o resultado para ser levado para o arquivo e o segmento em questão. A ferramenta de busca trata todos os arquivos do projeto como se fossem um único arquivo, o que pode ser incrivelmente útil.

Memória de Tradução

Na pasta TM coloque a memória fornecida pelo cliente para referência. Se for uma memória de Trados, exporte-a para TMX e o OmegaT saberá lidar com ela. O interessante é que o programa pode trabalhar com várias memórias ao mesmo tempo. Vale à pena gerar uma memória nova para cada projeto e jogar todas elas em uma única pasta: assim você fica com vários arquivos de tamanho modesto, e pode escolher quais deseja ou não usar, ao invés de usar uma memória gigantesca na qual só tem interesse em metade do conteúdo para o projeto atual.

Já a memória que será gerada pelo projeto atual fica gravada na pasta omegat. Ao fim da tradução, lembre-se de copiar a memória para sua “pastona” de TMs para que ela possa ser utilizada em projetos futuros.

Glossários

Os glossários usados pelo OmegaT são arquivos de texto comuns, com entradas tabuladas: termo original, tradução e comentários. Arquivos de glossário do Wordfast podem ser usados sem grandes problemas por aqui.

A funcionalidade de glossário não é tão bem integrada. Quando um termo do glossário está incluído no segmento atual, o OmegaT exibe o termo e sua tradução no quadro à direita, mas não há um comando para inserir a tradução indicada. É preciso digitá-la manualmente. Não é um grande problema para mim, mas é bom mencionar.

Assim como acontece com as memórias, o programa também pode lidar com vários glossários. Isso é ótimo para quem tem glossários separados por temas (informática, automóveis, petróleo).

Hora da revisão

Antes de mais nada, a revisão ortográfica. Eu já mencionei em outro artigo o excelente dicionário do OpenOffice. Ele pode ser selecionado em Opções > Spell Checking. Veja na foto que os segmentos suspeitos são sublinhados em vermelho, de forma semelhante ao que ocorre no Word. Clicando com o botão direito sobre o termo duvidoso é possível adicioná-lo ao dicionário ou simplesmente ignorá-lo.

É importante que, ao fim do trabalho, você não tenha esquecido de copiar nenhuma tag. Apertando CTRL + T o OmegaT verifica automaticamente se faltou alguma tag, e indica os segmentos incorretos. Basta clicar sobre o segmento indicado e o programa abre o segmento para edição. Quando estiver tudo pronto, CTRL + D gera os arquivos traduzidos na pasta target.

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